quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
PARADOXO MIDIÁTICO
Existe um paradoxo na imprensa brasileira que ainda não consegui desvendar. Escuto os telejornais que a crise está causando sérios estragos na economia nacional, que o programa bolsa família traz inúmeros problemas de fraude e que é distribuído a quem não precisa. Aí pego um jornal específico de economia e leio que o varejo teve “vendas recordes para o período” e que graças ao programa de distribuição de renda elaborado pelo Governo Federal a economia continua em crescimento. Quem está com a razão, a mídia de massa ou a mídia especializada? De um lado escuto que empresas brasileiras estão demitindo milhares de empregados por outro vejo que o nível de desemprego caiu. Caramba! Acredito que as fontes de notícias são as mesmas e o que muda são os estilos jornalísticos.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Desculpem a poeira. Estamos em reformas... ortográficas.
No Brasil, as mudanças ortográficas feitas no século XX, 1943 e 1971, não tiveram a mesma dose de polêmica como essa nova mudança de regra que estamos vivendo hoj
e. Acredito ser este um grande passo para que a língua portuguesa avance para outros países, principalmente na América do Sul que (apesar das diferenças culturais, sociais e econômicas) trabalha para unificação em um bloco econômico.
É claro que também terei que me adequar a essa nova realidade, sou brasileiro, gosto do meu país, não me considero xenófobo, acredito que me adaptaria na maioria dos paises e se não houver a barreira da língua essa adaptação será bem mais fácil.
Portanto, a partir de agora procurarei escrever dentro das novas regras, que na minha forma de ver, ainda não estão prontas. Creio que ainda vão acontecer mudanças nas regras propostas, pois ainda há muita discussão sobre o assunto, tanto aqui no Brasil como nas outras nações que formam a Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLD). 





segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O caçador de pipas
Mesmo sem nunca ter ido a Kabul, Afeganistão, senti-me em casa quando ouvi o áudio-livro de Khaled Hosseini, romance enriquecido pela interpretação do narrador. As paisagens com a poeira vermelha que deixa árvores, casas e as pessoas todos com o tom monocromático do solo daquela região. As aventuras vividas pelos então amigos Amir e Hassan cada um com seu pião, fazendo acrobacias, girando até cair, brincadeiras de futebol, bolinha-de-gude e pipas eram normais entre os dois. Assim também foi na minha infância, no interior do Rio Grande do Sul, na cidade de São Borja onde as estações do ano eram bem definidas assim como as brincadeiras que obedeciam a uma espécie calendário natural e que era aceito por todas as crianças da região que participavam com alegria. A narrativa em áudio me deixou impressionado com as semelhanças existentes entres duas culturas tão diferentes. Ainda não li o livro, mas estou ansioso para faze-lo em breve.
