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sábado, 30 de maio de 2009

O "TRICKLE UP" É A NOVA TENDÊNCIA.

O presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, frequentemente fala em seus discursos, que não cabe aos países emergentes o ônus da crise financeira que tem seu principal foco na maior economia do planeta, os Estados Unidos da América. Lula foi duramente criticado pela imprensa local por falar em evento oficial com o primeiro-ministro britânico Gordon Brown que a atual crise não nasceu entre os índios e os negros, e sim nos países de gente branca e de olhos azuis. Inicio esse artigo com esse discurso para mostrar a sutileza com que fatos e tendências dentro da economia ganham novas cores e novos sabores.

Artigo publicado na revista Exame, 20 de maio de 2009 desperta o interesse devido a situações que envolvem os mercados emergentes como base para lançamento de novos produtos. Recentemente neste blog foi publicada a inovação de um produto produzido em Portugal. Dessa vez o autor pretende falar um pouco do aspecto econômico ao se desenvolver produtos e tecnologias nos países emergentes.

Sob o título de “A solução veio dos emergentes”, a revista Exame relata o “trickle up”, termo com sentido inverso ao que os economistas chamam de “trickle down”. A expressão original (trickle down) significa “pingar para baixo”, que no bom economês diz que as riquezas produzidas e acumuladas nos países ricos escorrem naturalmente para os países mais pobres. O exemplo mostrado pela revista destaca quatro momentos da versão do xarope Vick, da Procter&Gamble, cuja fórmula produzida para atender inicialmente o mercado mexicano em 2003. Somente no ano seguinte chegou ao Brasil, em 2005 nos EUA para atender as comunidades hispânicas da Califórnia e do Texas e, em 2008 ganhava o mercado suíço com embalagem nova e o apelo de ser um produto homeopático.

As terminologias, talvez, sejam apenas termos técnicos, nada mais do que isso. É perceptível que no movimento “trickle down” o produto é produzido no país no qual a organização tem sede administrativa, enquanto que no movimento “trickle up” a inovação é concebida e produzida no país emergente e que certamente arcará com o ônus da produção. Quando se aborda o ciclo de vida de um produto, a fase que acumula os custos e que ainda não há possibilidade de geração de receitas é omitida. É exatamente nesse ponto que os CEO’s precisam atuar, cortando gastos, para aumentar a margem de lucro.

A velocidade com que novos produtos são lançados no mercado, aliada a necessidade de redução de custos faz com que o tempo decorrido desde o planejamento e a introdução da coisa produzida seja cada vez mais curto, algo que pode ser comprometedor se não forem adotadas medias para assegurar a qualidade.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

CHINA: Estamos preparados para essa nova invasão?

A invasão chinesa anterior que sofremos foi devastadora para a indústria têxtil do Brasil. Milhares de postos de trabalho foram dizimados pela entrada dos produtos chineses. Mesmo com a qualidade desses produtos sendo constantemente questionada pelos empresários do setor a China introduz seus produtos em nosso mercado com valores competitivos. Aparentemente não se trata de transações desleais, pois até hoje não vi nenhum veículo de comunicação citar algum economista que afirme que os orientais estejam se valendo de dumping ou de outro artifício ilegal às relações internacionais. Porém há quem afirme que os direitos dos trabalhadores estariam sendo desrespeitados acintosamente pelos empresários enquanto o governo chinês faz "vista grossa".

O jornal Valor Econômico da última quarta-feira, 15de abril de 2009, diz que o fim do acordo bilateral entre os dois países – Brasil e China – determinou o aumento de 56% nas importações originadas no país asiático. Com o término do acordo, empresas brasileiras passaram a adquirir maior quantidade de peças de roupas; camisas de malha aumentaram o volume comercializado em 236%, jaquetas 260%, suéteres 286% produtos em seda 147% e os de veludo tiveram um acréscimo de 805%. Os dados referem-se ao primeiro trimestre de 2009 em comparação ao mesmo período de 2008.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O grande barato do azul, cinza e preto.


Tendências apontadas pela São Paulo Fashion Week - SPFW Inverno mostram que o azul, o cinza e o preto serão as cores da moda para a época do frio. Há quem diga que essas cores são de “baixo astral”. O jornal Valor Econômico publicou hoje (12/02/09) uma matéria em que os CEO’s da indústria de confecções mostram que essas pessoas estão erradas no ponto de vista de "enxergar" as oportunidades. Ivan Bezerra Filho, conselheiro da ABIT – Associação da Indústria Têxtil diz que a tendência é produzir modelos econômicos que combinem com a crise econômica mundial. Produtos mais baratos estimulam a renovação do guardarroupa. Valendo-se basicamente de cores neutras, fica mais fácil negociar com fornecedores e obter redução nos custos. Algumas confecções de Santa Catarina esperam obter ganhos superiores em 18% quando comparados ao mesmo período de 2008 vendendo suas roupas com preços 12,50% mais baratos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Câmbio sob controle



As agencias de turismo que operam com cambio terão pouco mais de dez meses para se adequar às novas regras definidas pelo Banco Central do Brasil. As trocas de moedas estrangeiras somente poderão ser feitas através das corretoras de cambio. As agências para continuar efetuar operações de cambio terão que dispor de do capital mínimo exigido pelo Bacen, além de submeter-se aos rígidos controles nacionais e internacionais. Os hotéis e pousadas que quiserem operar com moedas estrangeiras poderão fazê-lo desde que firmem convênios com empresas devidas credenciadas pelo órgão regulador. Obviamente as agencias de turismo também contratar corretoras para praticar as operações de cambio.